Um inquérito instaurado em 2019 e vigente até hoje, sem data para acabar. O objetivo: ameaçar e intimidar todo um grupo político. Um processo penal que se inicia a partir de pesca probatória ilícita. Uma única delação premiada com ameaças à família do colaborador, que refez, por diversas vezes, seu depoimento, recheado de contradições. Um crime impossível de um ex-presidente da República que teria iniciado um plano de golpe logo após a sua própria posse. Prisão de ex-assessor por fazer uma viagem que não fez, baseada em documentos falsificados, para forçar uma segunda delação que não aconteceu. Processo com julgamento público e transmitido ao vivo, exceto pela crucial acareação entre o delator e outro réu. Julgamento atualmente conduzido por uma turma incompetente para o caso, e o que é pior: tomada por juízes evidentemente parciais para julgar a matéria. Entrevistas de membros do Judiciário fazendo pré-julgamento de teses. Vazamentos seletivos de trechos sigilosos do processo. Mudança de entendimento sobre foro de ex-autoridades, de forma casuística. Processo construído para impedir que chegue recurso ao plenário do STF.
Essas foram algumas das absurdas ferramentas utilizadas pela Polícia Federal, pelo Ministério Público e pelo Judiciário para tirar a maior liderança política da história do Brasil da vida pública. Para calar o principal opositor político do atual governo. Para criar, pasmem, o crime de opinião, que não consta do Código Penal brasileiro e nem poderia, pois a opinião está protegida pela Constituição da República, ao abrigo da liberdade de expressão. É urgente uma reforma do Judiciário, que coloque cada um dos 3 poderes de volta ao exercício de suas atribuições precípuas e o Brasil de volta à normalidade democrática.
Força, presidente Bolsonaro! Um inocente não pode ser responsabilizado pelo que não fez.
Rogério Marinho
Senador da República
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